Toda palavra frágil é que manifesta a ideia da transformação

Um homem feito de papel, preso no labirinto de sua própria solidão, buscava compreender sozinho o amor. Procurava desvendar seus segredos e revelar seus mistérios. Um filósofo e herói dos pensamentos perdidos no tempo, ele olhava os dias se levantarem e se porem. Do alto de sua torre de marfim, o tempo era uma sobreposição das horas que passara sem amar e a saudade era medida na vontade do mais carnal beijo que provara. O ar era denso, pesado de viver. O prazer fugaz a ponto de se tornar apenas lembrança. O imenso mergulho gelado dentro de si mesmo era a causa e a consequência de suas decisões. A sabedoria, a busca dela pelo menos, representava sua odisseia. O silêncio era sua arma, mas a palavra sua vocação. Um simples homem. Um homem feito de papel.

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