Quando nos conhecermos

Nem sempre eu sei. Olho meu reflexo no vidro da janela. Frio o vidro da janela.

E eu não sei o que está acontecendo. Sei que excedi limites. Que desprezei
barreiras em busca de conhecimento. Enlouqueci em busca de sanidade.
Eu mergulhei em um universo de mim mesmo. Quem poderá me resgatar.
A quem cabe o papel do resgate? Acredito que só a mim mesmo cabe esse limite, essa barreira e este resgate.
Acho que estou na beira do limite do resgatável. Não desejo voltar, no entanto. Quero ir mais fundo na memória do mundo de mim mesmo e a respeito de nós dois. Seja lá o número dois que sirva. Seja lá o futuro que me reserva.
Que eu cresça, junto cresçamos. Quando nos conhecermos, afinal
entenderemos.

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