Primeiro amor para sempre

O meu primeiro amor eu já transformei em livro de saudade. O meu primeiro amor eu já transmutei em canção de um poeta morto. O meu primeiro amor eu vivi intensamente. Hoje me resta dizer que uma das melhores pessoas que conheci foi o meu primeiro amor.

Certamente privilégio de poucos poder afirmar tanto e tão convicto. Ela me encantou, tentou me ensinar a sorrir direito e esteve ao meu lado até quando não esteve mais. Eu que não entendi muita coisa. Os meninos demoram mais que as mulheres.
O benefício de conquistar rugas é perceber com carinho o amor que passou em nossos dias. É respeitá-lo ainda que distante. É desejá-lo felicidades e realizações ainda que do outro lado do mundo. É agradecê-lo por feito de você uma pessoa melhor.
Não desejo voltas ou retorno, nem mesmo beijos repetidos. Conservo apenas o orgulho por ter dividido aquele tempo da faculdade ao lado dela. Do primeiro dia em que a vi de vermelho, colar diferente e cara de artista aos filmes e papos teatrais. Das visitas à biblioteca. Do trabalho de conclusão de curso aos livros partilhados. Do encantamento ao fim de ponto final. Amei, amamos. Tantas primeiras coisas, tanto carinho. Teve começo e meio, chegou ao fim.
Sei que ela tem um amor mais forte agora, amor mais definitivo que fomos um para o outro. Acho lindão o jeito da vida seguir seu rumo. Conservo no meu peito uma baita vontade de declarar meu respeito incondicional a tudo que ela representou em minha vida. Até porque o menino que fui amará para sempre. Para sempre ela será o meu primeiro amor.

 

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