Filosofias baratas perturbam meu pecado

Pecador
Pobre
Remido
Intenso
Insistente
Arrependido
Perturba o pires filosofal
Diante da rejeição gestual
E da brutal ignorância
Perfumada em dinheiro
O sujeito isola-se no infinito
Sente o abraço da centelha
E apenas deseja morrer para não voltar
Não
Não há volta agora
A não ser na semana que vem
Ao passo que falhem os sinos
Que os vôos não decolem
Até lá segue com mais uma página rasgada
Que o carrega longe deste plano geral das coisas
Ele apenas deseja permanecer
No abraço misterioso
Que recebeu com nome próprio
E que o encorajou a continuar viver
Ainda que diante do pecado
Não há traço parado agora
A profusão do movimento
Carrega os acontecimentos que rodeiam as coisas
Nunca foram os pés nas alturas
Nunca foram as chegadas
Foram as águias que caçaram cobras demais
As serpentes foram esquecidas no canto da cidade
Para transeuntes e passageiros de ônibus
No mundo que ele não quer mais fazer parte
Quem pega táxi e faz festa em barco
Pode lembrar errado
Porque não tem pecado
Isso aí
Tudo errado.

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