Escritor que é escritor encara a morte com amor

Um dia irão dizer que escrevi por escrever.
Sem ao menos saber da paixão que o escritor precisa ter.
Um relicário sem horário de brilho no olhar e força no caminhar.
Uma espécie de guerreiro sem armadura que a única espada é a verdade nua e dura.
Um gari de emoções, um felino atento num telhado de paixões.
E, quando eu me for, não chorem por favor.
Brindem por mim com canção e festa sem fim.
Afinal, finalmente consolidarei, aquilo que sempre sonhei ser: uma alma e magia num universo de pura energia.
Tudo porque, quando ela me abraçar, volto ao grão de areia, uma peça de lego na caixa de madeira.

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