As páginas em branco de cada despertar

 

Levantar e seguir a rotina é para os fortes. Entre a luta de levantar, viver e realizar, o começo sempre se desdobra na página em branco dos nossos dias.

Nossos atos são os reflexos do que queremos ser. E vamos encarar os fatos: não somos nada perfeitos.

Deslizamos e escorregamos em erros. Até termos algo para comemorar. Algo que criamos no mundo e para o mundo. Em resumo: para as pessoas.

Nesse espaçamento entrelinhas de viver é que ocorrem os encontros inusitados que sempre esperamos. Num bar, na esquina, no mercado ou no trabalho. Os encontros inusitados não tem hora para acontecer.

Tem gente que toma banho e usa sabonete todos os dias pensando nisso. É uma preparação para o que pode acontecer.

Essa mania do mundo nos surpreender gira nossa roda para sentidos e direções variadas. Isso faz, muitas vezes, que os sonhos de hoje sejam diferentes dos de ontem e nos levem em novos caminhos e caminhadas.

As pessoas mudam e as estradas também. As rodovias da imaginação são buscas evolucionais particulares.

Depois de anos de viver, cada um torto para seu lado, percebemos que a solidão é a única coisa que nos protege. Porém, mantem a página em branco.

O colorido de viver é a confusão de nossos encontros. Para o mestre da arte, o amor pode ser consequência.

Por isso, faz mais sentido pessoas que façam explodir em pantones existenciais nossos sentidos. A razão do toque, da pele, dos gostos e dos sentidos se escondem aí. Os motivos de sorrir e de acordar de volta amanhã estão naquele encontro de mãos, naquela música que só vocês sabem o porquê.

O vivente sem ansiedades vive assim, deita tranquilo para zerar a página e levantar amanhã com tudo. Limpo e purificado para novos encontros como os dias que ainda decidiremos viver.

 

 

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