A nômade

Diante de suas ideias sinceras, ela misturou o emocional ao papel em desabafo de discurso. Pode ter virado pintura, texto ou peça. Ela mudava como água. E assim transpirou quando decidiu se mudar daquela cidade:

“A gente perdeu as coisas prazerosas de sermos tão diferentes: a curiosidade em descobrir mais sobre as coisas do outro. Acho que descobrimos rápido demais e bastou. Assusta conhecer os monstros pelo nome e ter conhecimento pleno das fragilidades tão rápido. É perigoso se entregar em um mundo que flui em adoração à mudança. Não há o que reclamar. Apenas acontece com tudo que se sente aprisionado, eu ou você.”

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